A MPox, conhecida anteriormente como varíola dos macacos, voltou a ganhar destaque no Brasil em 2025. Embora a situação esteja sob controle, a chegada da cepa 1b, considerada mais agressiva e associada a maior letalidade na África, elevou o nível de vigilância das autoridades. Além disso, os casos confirmados continuam crescendo, especialmente nas regiões Sudeste e Nordeste, o que reforça a importância de manter as medidas de prevenção e o acesso rápido ao diagnóstico.
Atualmente, o Ministério da Saúde confirma que mais de 373 casos foram registrados até abril de 2025, com dezenas de casos prováveis e suspeitos em investigação. Mesmo que a maioria evolua de forma leve, pessoas imunossuprimidas, gestantes, crianças pequenas e idosos podem desenvolver complicações mais sérias. Por isso, entender a doença, reconhecer seus sintomas e buscar assistência rapidamente são atitudes fundamentais para evitar a disseminação do vírus.
Situação da MPox no Brasil em 2025
De acordo com dados recentes do Ministério da Saúde, o Brasil contabiliza 373 casos confirmados, 39 prováveis e 258 suspeitos até abril de 2025. Os estados mais afetados são:
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São Paulo
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Rio de Janeiro
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Bahia
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Pernambuco
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Pará
No Pará, por exemplo, 19 casos foram confirmados apenas neste ano, incluindo duas mortes associadas ao vírus.
As regiões Sudeste e Nordeste concentram os maiores números, e isso ocorre devido à alta circulação de pessoas, maior densidade populacional e facilidade de transmissão em ambientes fechados ou de contato próximo.
Tabela 1: Situação atual da MPox no Brasil (2025)
| Região | Casos Confirmados | Casos Prováveis | Casos Suspeitos |
|---|---|---|---|
| Sudeste | 198 | 15 | 120 |
| Nordeste | 97 | 12 | 84 |
| Norte | 30 | 8 | 22 |
| Sul | 28 | 2 | 18 |
| Centro-Oeste | 20 | 2 | 14 |
Sintomas da MPox: sinais que merecem atenção
A MPox costuma começar com sintomas iniciais que podem lembrar infecções comuns, o que reforça a importância do diagnóstico precoce. Entre os sinais mais relatados estão:
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Febre
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Calafrios
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Cansaço
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Dores musculares
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Dor de cabeça
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Gânglios inchados
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Lesões de pele, principalmente no rosto, mãos, pés e região genital
As lesões são uma das manifestações mais marcantes e podem aparecer em diferentes estágios, começando como manchas e evoluindo para bolhas e crostas. Essas lesões são altamente contagiosas, o que torna essencial evitar contato direto.
Chegada da cepa 1b: por que ela preocupa?
Em março de 2025, São Paulo confirmou o primeiro caso da cepa 1b da MPox no Brasil. A paciente, uma mulher de 29 anos da região metropolitana, teve contato com um familiar que havia retornado da República Democrática do Congo, país onde essa variante é considerada endêmica.
A cepa 1b é vista com preocupação porque apresenta:
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Maior taxa de gravidade
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Maior potencial de transmissão
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Possível evolução mais rápida em pessoas vulneráveis
Embora ainda não haja registros de mortes pela cepa 1b fora da África, o Ministério da Saúde classificou o achado como significativo e mobilizou equipes de investigação epidemiológica para rastrear contatos e evitar um possível surto.
Como ocorre a transmissão da MPox
A MPox é transmitida principalmente pelo contato direto, o que torna os cuidados pessoais essenciais. As formas mais comuns de transmissão incluem:
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Contato com lesões de pele de pessoas infectadas

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Contato com objetos ou superfícies contaminadas
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Relações sexuais, especialmente sem proteção
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Contato prolongado com gotículas respiratórias
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Contato com animais infectados, como roedores e primatas
Apesar disso, a transmissão entre pessoas segue sendo a principal responsável pelos surtos recentes.
Grupos com maior risco de complicações
A maioria das pessoas infectadas se recupera espontaneamente. No entanto, algumas populações têm maior risco de evolução grave, como:
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Pessoas imunossuprimidas
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Gestantes
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Idosos
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Crianças
Para essas populações, o acompanhamento médico deve ser imediato e contínuo, já que a doença pode gerar infecções secundárias, desidratação e outras complicações.
Vacinação contra a MPox no Brasil: situação atual
O Ministério da Saúde anunciou, em janeiro de 2025, a aquisição de 34.560 testes adicionais, fortalecendo a capacidade de diagnóstico. Paralelamente, o governo está negociando a compra de 25 mil novas doses da vacina Jynneos, utilizada contra varíola e comprovadamente eficaz também para MPox.
Desde 2023, o país já recebeu cerca de 47 mil doses, com mais de 29 mil aplicadas. A vacinação continua focada nos seguintes grupos:
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Pessoas vivendo com HIV
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Profissionais da saúde
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Homens que fazem sexo com homens (HSH)
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Pessoas com exposição direta a casos confirmados
Veja a tabela abaixo com o resumo dos números:
Tabela 2: Vacinação no Brasil (2023–2025)
| Ano | Doses Recebidas | Doses Aplicadas |
|---|---|---|
| 2023 | 47.000 | 18.000 |
| 2024 | 0 (uso do estoque anterior) | 9.000 |
| 2025 | 25.000 (em negociação) | Em andamento |

A recomendação oficial é que pessoas vacinadas continuem adotando medidas preventivas, já que nenhum imunizante oferece proteção absoluta.
Isolamento e cuidados essenciais
Mesmo com a vacinação, o isolamento dos casos confirmados segue como uma das medidas mais eficazes para reduzir a transmissão. O paciente deve permanecer isolado até que todas as lesões estejam cicatrizadas, o que pode levar de duas a quatro semanas.
Além disso, as autoridades reforçam a importância da notificação imediata de casos suspeitos. Quanto mais rápido o diagnóstico, menor a chance de disseminação comunitária.
Prevenção da MPox: como se proteger
As principais orientações incluem:
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Evitar contato com pessoas com lesões suspeitas
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Manter higiene frequente das mãos
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Não compartilhar objetos pessoais
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Usar preservativos
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Buscar atendimento médico diante dos primeiros sintomas
Essas medidas, embora simples, reduzem drasticamente o risco de transmissão, especialmente em ambientes com maior circulação de pessoas.
Conscientização ainda é a melhor ferramenta
Embora a situação atual da MPox esteja sob controle, o recente crescimento no número de casos e a circulação de uma nova cepa exigem atenção redobrada da população e dos serviços de saúde. A maioria das pessoas se recupera espontaneamente, mas a rápida identificação dos sintomas e o início do acompanhamento médico podem evitar complicações e novas transmissões.
Entre as principais recomendações estão: evitar contato com pessoas com lesões suspeitas, manter bons hábitos de higiene, usar preservativos em relações sexuais e buscar ajuda médica ao perceber os sintomas iniciais.
Por fim, combater a desinformação é essencial. Ao se basear em fontes confiáveis e seguir as orientações das autoridades de saúde, todos podem contribuir para frear o avanço da MPox no Brasil e proteger os grupos mais vulneráveis.
